Coisas transformam-se em mim,
É como chuva no mar,
Se desmancha assim em
Ondas a me atravessar,
Um corpo sopro no ar
Com um nome p’ra chamar,
É só alguém batizar,
Nome p’ra chamar de
Nuvem, vidraça, varal,
Asa, desejo, quintal,
O horizonte lá longe,
Tudo o que o olho alcançar
E o que ninguém escutar,
Te invade sem parar,
Te transforma sem ninguém notar,
Frases, vozes, cores,
Ondas, frequências, sinais,
O mundo é grande demais.
Coisas transformam-se em mim,
Por todo o mundo é assim.
Isso nunca vai ter fim.
“Nothing is more damaging to the adventurous spirit within a man than a secure future. The very basic core of a man’s living spirit is his passion for adventure. The joy of life comes from our encounters with new experiences, and hence there is no greater joy than to have an endlessly changing horizon, for each day to have a new and different sun.”
Não percebo este fascínio pelo futebol. Apesar de tudo, neste pedaço de terra ainda prevalecem os 3F: Futebol, Fátima, Fado. O país pára para ver, a defender um amor a uma pátria que nem sabe bem definir (nem votar, em muitos casos). Jantares desmarcados, reuniões adiadas,... é a loucura da bola sobre a relva. Um fenómeno estranho. Deixa-me mal disposta que aqui se defina desporto apenas por futebol... que, na minha modesta opinião, há muito deixou de ser desporto: é um jogo de interesses monetários, jogado por milionários. Eu? Não faço questão de ver o jogo, e tenho planos profissionais marcados para essa hora de silêncio e pouco trânsito.