Sempre preferi desportos individuais. A dinâmica de depender de mim, da probabilidade de sucesso ser proporcional ao meu empenho e treino, alimenta o meu lado desafiante. Corro não só por saúde, mas por prazer. Já fiz pequena provas de 10 km. Estava na altura de me auto-desafiar, de elevar o patamar. E apesar dos "não te metas nisso" e "estás tola!", inscrevi-me na minha primeira Meia Maratona. No início tive dúvidas. Fiz treinos semanais de 1h15, 1h20, 1h30. Aumentava a duração, semana após semana, e aumentava também a confiança. Eu consigo. E ontem foi o grande dia. Manhã solarenga na minha Invicta, uma luz clara e quente a refletir-se no Douro. Partida! Primeiros 10 km sem problemas. Ambiente espetacular entre os participantes! Ao 14º km começo a sentir os níveis de energia a descer, mas um cubo de marmelada ao 15º km deu o impulso que precisava. 18º km e vejo desistentes. 20º km e o cansaço em braço de ferro com a persistência. É só mais um esforço... 21º km, a 100 metros da meta.
21,1 km
2h04
Cruzar a meta é uma sensação de alívio nos primeiros segundos, que depois dá lugar a uma satisfação, uma realização pessoal não traduzível em palavras. Consegui!!
Chego à cidade natal depois de uma semana de trabalho, e não tenho capacidade para ir sair com os amigos até de madrugada. O cansaço faz-me adormecer às 23h. Dois anos depois, ainda lido muito mal com esta situação, sinto as nossas vidas a separarem-se cada vez mais. E não consigo acreditar quando me dizem que isso não é verdade, porque as evidências mostram, aos pouquinhos, o contrário. Dói tanto.
às caixinhas de jóias da mãe, arrumadas no fundo da gaveta. E se há uns anos eu considerava aquelas peças coisa-de-senhora-(muito)mais-velha... fiz hoje uns achados lindos e muito atuais. E aquela pulseira que usei quando tinha meses de idade... voltou ao meu pulso!