31 de maio de 2013

Escudo protetor ou parede isoladora?

Histórias passadas tornaram-me bastante racional em relação ao amor. Sou prudente, deixo frequentemente a razão sobrepôr-se à emoção. Face a uma mensagem ou gesto mais carinhosos, tenho tendência a manter o escudo protetor e a subvalorizar, pensando "não é nada de extraordinário, não te sintas especial".

Qual é o limite desta atitude defensiva? Será que me fará ter uma visão distorcida da realidade, correndo o risco de não reconhecer uma oportunidade verdadeiramente "especial"?

Simples assim.


Aquele sorriso aparvalhado

de quem acabou de receber uma mensagem particularmente doce.
Sorriso que persiste mesmo tentando fazer um esforço por continuar uma conversa séria com quem está à minha volta. Não é fácil.
 

28 de maio de 2013

Da completa realização

Quando o exame físico do doente revela achados que estão de acordo com as queixas, que por sua vez se encaixam numa hipótese, ainda que pouco comum. Passar os exames direcionados para o problema. Explicar, objetivar... diagnosticar. Tratar!

Qualquer má disposição desaparece quando entro de serviço... mesmo face a face com a doença, poder usar o conhecimento científico para ajudar as pessoas tem uma dimensão que me preenche totalmente. 
Adoro o que faço!


27 de maio de 2013

Éssiémiésses

Tão subjetivas.
Interpretam-se os pontos, os smiles, o tempo que demoram a chegar, os "silêncios".
São só letras, sem a entoação que a voz lhes dá, sem a expressividade de um olhar.

Anda daí conversar à minha frente, explorar toda a dimensão da verdadeira comunicação humana.

Como nuvens

Pessoas incapazes de aceitar opiniões diferentes das suas, sem capacidade de diálogo. Pessoas que canalizam a sua frustração sob a forma de falta de respeito. Pessoas dependentes da aprovação dos outros, carentes de atenção, para tentar compensar a pobreza de espírito e de inteligência. Pessoas exibicionistas... de coisa nenhuma.

São como nuvens: quando desaparecem, fica um lindo dia.

26 de maio de 2013

Foi mais ou menos assim

Amigos à volta de uma mesa a tomar café.
Levantei-me e fiz-lhe sinal para que me seguisse.
Já cá fora, atirei-lhe um "quando saímos só os dois?".
Simples.