Já lá vai mais um 22 de Abril, que abriu portas ao último ano da década dos vinte. Um dia intenso que começou à meia noite com um brinde de poncha. Entre colegas de trabalho, família e amigos, esforcei-me para conseguir estar com o maior número de pessoas queridas possível. Porque só assim faz sentido celebrar a vida.
Faça costas, pedi eu. Devo ter aqui uma pequena contratura. Vinte e cinco mágicos minutos depois, vem o veredicto: tenho as costas numa miséria, um campo minado de tensões musculares. Resultado de horas de pé, posições viciosas, profissão stressante. Mais um reforço do "devias pensar mais em ti!" que ouvi ontem. É mesmo verdade. E uns saquinhos de água quente nas costas.
Foi em 2000 que entrei na Terra Média, no fantástico mundo de Tolkien. Vi os filmes, li os livros, ouvi a música. Encontrei "o anel" numa feira medieval, em prata, que é presença frequente no meu dedo. Nunca, numa sala de cinema, presenciei reações do público como nestes filmes. Em 2003, no final de The Return of the King, a audiência aplaudiu de pé numa ovação a uma grandiosa obra de arte. Fui hoje ver "The Hobbit". As primeiras notas da orquestra arrepiam. Assim termina um ciclo, mas o culto mantém-se.