31 de agosto de 2011

Eu

Os meus pais têm uma necessidade de controlo e superprotecção, que naturalmente acabaram por ir deixando as suas marcas ao longo destes anos.

Não acho que esse seja o caminho mais correcto. Não fomenta a independência, a autoconfiança e o sentido prático. No meu núcleo familiar é valorizada a segurança da rotina e da zona de conforto. As mudanças assustam. É tudo demasiado racionalizado, não há lugar para a espontaneidade, a originalidade soa mal.

Tudo isto contrasta com a minha natureza independente. Fui-me apercebendo que durante muitos anos anulei traços da minha personalidade, para encaixar nos ideais familiares. Revolta-me o facto de ter negado tantas experiências, por medo do confronto. Ter-ME negado.

Hoje em dia assumo aquilo que sou, sem medo. Gosto de liberdade de escolha, gosto mais de exteriores que interiores, gosto de desafios, de viajar, de pessoas, de cores, de ser espontânea. É saber dizer "não" para dizer "sim" a nós mesmos. É não ceder ao conformismo, e dar asas ao espírito de aventura que há em mim. Sinto-me limitada neste ambiente, mas posso dizer que levo a cabo a luta pela minha liberdade. Até o feliz dia em que terei o meu espaço.


3 comentários:

mari disse...

pois, same here :( ... e olha que a minha idade já vai avançada :)

Alix disse...

não sei ao certo, mas a maioria dos pais são assim, pronto, os meus são. e precisamos de asas para voar, é só preciso saltar, porque elas estão lá :)

Alix disse...

não sei ao certo, mas a maioria dos pais são assim, pronto, os meus são. e precisamos de asas para voar, é só preciso saltar, porque elas estão lá :)