19 de março de 2011

Será pedir muito?

Mais uma tarde maravilhosa com ele, o meu "amigo". Praia, gelado, cidade, pôr-do-sol... tudo envolvido na habitual cumplicidade...


O que não foi perfeito? O facto de, à despedida, haverem os dois beijos na face.
Não quer compromissos, mas não percebe que está mais comprometido que muitos casais.
Abracei-o no metro, apinhado de gente, para não cair. E assim fiquei durante parte do percurso. Assim com o braço pela sua cintura, na segurança do seu toque, encostada ao seu peito, como se fosse realmente o meu par. Tento não pensar como tal, para me convencer de que sou realmente apenas "a grande amiga", mas o coração grita indignado: afinal porque não? É assim tão difícil assumir algo que já está disfarçadamente assumido?

Quero tanto poder dar-lhe a mão sem me conter. Exprimir todos os sentimentos sem medir palavras, sem o limite da "amizade". Amizade essa que é belíssima, isso é inquestionável. Mas há uma ligação inegável, demasiado forte e evidente para ser ignorada. Quero tanto poder dizer "o meu namorado" ao mundo inteiro e, sobretudo, a mim e a ele. E culminar tudo isso num beijo com toda a alma. Como aliás já o fiz, num contexto demasiado fugaz.


Sem comentários: